Pokmon: Brilliant Diamond e Shining Pearl so bons remakes, mas sem alma! Anlise / Review


Não é de hoje que a Nintendo tem lançado remakes de seus jogos clássicos, tendo como alguns dos alvos mais frequentes os títulos da franquia Pokémon. Começando pelos clássicos Red e Green (ou Blue, se você preferir), a empresa revisita constantemente os títulos para atualizá-los e traze-los para uma nova geração de jogadores.

Na “geração Nintendo Switch” isso não foi diferente e a bola da vez são os aclamados Diamond e Pearl, que chegam através dos remakes Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl. Será que a Nintendo conseguiu fazer um bom trabalho nos remakes? Eles fizeram jus aos originais? As respostas para estas e outras perguntas você confere abaixo em nossa review.



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Diferente dos demais remakes e dos jogos tradicionais de Pokémon, Brilliant Diamond e Shining Pearl não foram desenvolvidos pelo Game Freak, mas sim pelo ILCA, o mesmo estúdio por trás do desenvolvimento do Pokémon Home, a plataforma de trocas dos monstrinhos.

Considerando a magnitude dos jogos de Pokémon e o sucesso que eles fazem, é claro que o ILCA carregou um grande peso nas costas ao se encarregar dos remakes, no entanto, esse peso se refletiu em uma cópia fidedigna dos jogos originais, sem espaço para muitas mudanças ou inovações.

Um dos grandes destaques dos jogos mais atuais da franquia é o mapa mais aberto e a aparição dos monstrinhos fora da grama, andando livremente e povoando os cenários, deixando a experiência muito mais imersiva. Infelizmente, os remakes se atém aos originais e deixam de lado esse mapa aberto e mais vivo e se restringem à câmera isométrica e aos encontros ocasionais com os Pokémon nos cenários, o que é um pouco frustrante para quem se acostumou com as mudanças.

Para não ser injusto, o estúdio fez uma grande mudança no subsolo, um modo de jogo em que os jogadores passeiam por túneis subterrâneos abaixo do mapa original, onde podem encontrar tesouros nas paredes, construir uma base e etc. Nos remakes, os túneis foram divididos em seções de acordo com os locais no mapa e dentro de cada seção, existem salas com diferentes biomas, onde Pokémon de diferentes tipos caminha sobre eles, prontos para serem capturados.

Esse novo sistema traz um pouco da essência de títulos como Let’s Go e Sword e Shield, mas não se compara à experiência vivida nesses jogos.

Fora isso, você terá uma experiência extremamente idêntica à dos jogos originais, incluindo até mesmo os diálogos dos NPCs.

Grficos atualizados?



O que poderia ser melhor



Embora o conceito de um remake seja refazer alguma coisa, isso não significa necessariamente que ela precisa ser refeita exatamente como o original.

A falta das mecânicas mais atuais certamente acaba tirando parte do brilho de Brilliant Diamond e Shining Pearl, que poderiam ter sido trazidos de fatos para os dias atuais com remakes mais completos e mais dinâmicos. Algumas mecânicas do jogo estão ultrapassadas e o deixam muito cansativo em alguns momentos, por mais que ele ainda seja um jogo muito bom e que mereça ser jogado, ou rejogado.

Em seu lançamento, foi confirmado que ele teria integração com o Pokémon Home para a transferência de Pokémon, mas até o momento, isso ainda não aconteceu. Apesar de trazer alguns Pokémon que não estavam disponíveis em Sword em Shield, a Pokedéx de Brilliant Diamond e Shining Pearl ainda é incompleta, deixando cerca de duas gerações de monstrinhos “no limbo”, o que é uma pena, tendo em vista que eles são de jogos que foram lançados no Nintendo 3DS, um console lançado antes do Switch.

O uso do Pokéwatch para habilidades utilitárias como Surfar e Voar é certamente bem-vindo e exclui a necessidade de andar com um Pokémon que saiba esses movimentos, assim como o ganho de experiência coletiva, que também é um recurso recente que cabe muito bem no remake. Mesmo com essas mudanças, o “mapa mais claustrofóbico” e a direção de arte duvidosa acabam deixando os jogos menos atraentes.

Por falar em direção de arte duvidosa, o recurso de caminhar com um Pokémon pelo mapa esta lá, mas infelizmente ele acabou se tornando um grande meme, já que tudo fica bem estranho por falta da proporcionalidade de alguns monstrinhos (ou a falta dela), além do fato de que muitas vezes você terá que empurrar seu companheiro, já que ele fica travado atrás de você.

Um outro ponto problemático do jogo é a falta de otimização em alguns momentos, com animações de início de batalha que demoram para carregar ou até mesmo quedas de FPS repentinas. Muitas vezes, ao andar pela grama, achei que o jogo tinha travado, quando na verdade, ele estava carregando a animação de batalha.

Pra completar, a falta de recursos como Megaevoluções ou Dynamax também é algo bem desanimador. Mesmo sendo remakes, Omega Ruby e Alpha Sapphire trouxeram as Megaevoluções, que haviam sido introduzidas em X e Y, o que nos faz perguntar: por que não introduziram novos Dynamax/Gigantamax nos remakes de Pearl e Diamond?

Galeria de imagens

Vale o investimento?



Histria cativanteAmpla variedade de monstrinhosHabilidades de utilidade no PokwatchGrand Undergrpund extremamente extenso

Jogabilidade

A falta de mecnicas mais atuais e de um mapa mais complexo tiram o apelo para quem j jogou os originais.

Grficos

Ficando abaixo dos padres atuais, os grficos do remake, aliado ao estilo de arte duvidoso, no so um ponto forte.

Histria

Embora a histria original seja boa e interessante, o fator nostalgia para quem jogou os originais no o suficiente e a falta de novidades acaba sendo entediante.

Trilha Sonora

A trilha sonora de Pokmon sempre busca mesclar melodias originais com mudanas pontuais, mas em Brilliant Diamond e Shining Pearl, s temos mais do mesmo.

Imerso

Para quem jogou os ttulos mais recentes da franquia Pokmon, os remakes de Diamond e Pearl acabam sendo bem “vazios” com mapas simples e NPCs estticos aparecendo ocasionalmente.

Nota Total

Recriando fielmente os jogos originais, Pokmon: Brilliant Diamond e Shining Pearl so bons remakes, mas que pecam em ter uma identidade original e nica.

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