Coronavrus: vacina Cobervax, pensada para ser imunizante global, aprovada para uso na ndia


A vacina anticovid Cobervax, desenvolvida nos Estados Unidos, recebeu autorização de uso emergencial na Índia após reportar resultados satisfatórios na fase 3 dos testes clínicos. O imunizante foi licenciado, sem patente, para a empresa Biological E. Limited, e foi desenvolvido com financiamento de filantropia.

Os dados do teste, que comparou a nova vacina com a produzida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford, ainda não foram publicados. No entanto, os resultados parecem bons: segundo os desenvolvedores, a Cobervax foi superior à Covishield em produção de anticorpos neutralizantes.

O mais interessante da Cobervax, porém, não é a possibilidade dela ser superior ou igual às que temos no mercado, mas sim o fato de ter sido produzida com uma tecnologia barata, além de fácil de replicar e distribuir em qualquer local do mundo. Em outras palavras, a nova vacina foi pensada para ser um imunizante global.



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04 Jan




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03 Jan


Fechamos 2021 com nove vacinas contra a Covid-19 aprovadas para uso no mundo e mais 19 em uso limitado ou emergencial, de acordo com dados do New York Times. Mesmo com a chegada da variante Ômicron, que parece ser bem mais contagiosa que as anteriores, porém não tão eficiente em causar quadros graves, sabemos que as vacinas ainda evitam hospitalização e morte.

Contudo, o surgimento de uma variante como a Ômicron, capaz de escapar da proteção das vacinas disponíveis, escancarou o que já vinha sido repetido por cientistas do mundo todo e principalmente por representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS): sem um plano de vacinação global, que inclua países pobres, veremos o surgimento de mais cepas em locais onde o vírus ainda circula livremente.

A tecnologia utilizada na Cobervax é similar à vacina de hepatite B, velha conhecida e amplamente utilizada no mundo todo. Trata-se de uma vacina de subunidade proteica, ou seja, usa uma proteína do vírus de interesse.

Desta forma, a Cobervax utiliza uma parte da proteína S do Sars-CoV-2. Para fabricar a vacina, tal proteína é produzida por leveduras geneticamente modificadas, uma técnica barata e fácil de reproduzir.

Em seguida, a proteína é purificada e utilizada na formulação vacinal, junto com adjuvantes, substâncias que vão ajudar a provocar a resposta imune necessária. A vacina de proteína ainda vem com a vantagem de poder ser armazenada e transportada em temperatura de geladeira comum, facilitando a logística de países que não têm redes de cadeia de frio bem estabelecidas.

Os pesquisadores principais, Peter Hotez e Maria Elena Bottazzi, disseram ao jornal Washington Post que esperam que a Índia seja só o começo, e estão negociando com a OMS para que a Cobervax possa ser utilizada em mais países. Os pesquisadores não pretendem lucrar absolutamente nada com a venda da vacina.



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