Coronavrus: estudo prev 1 milho de casos dirios de Covid-19 em duas semanas no Brasil


Segundo cientistas, 468 mil pessoas podem ter sido infectadas apenas na última sexta-feira (7). Esta conta inclui tanto casos registrados pelo Ministério da Saúde quanto estimativas feitas pelo estudo com base em cálculos complexos que levam em conta diversos fatos. A epidemiologista Fátima Marinho, que é uma das responsáveis pela pesquisa diz que os números são altamente confiáveis.

“Esse aumento para 1 milhão em duas semanas é plausível, porque o modelo aplica o que já se sabe da doença nos EUA e na Europa, por exemplo, que têm números muito apurados. Na Inglaterra o teste é gratuito em qualquer farmácia e vai direto para o sistema do governo,” diz a especialista.

Para se ter uma ideia, os números são 9 vezes superiores aos divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa, que registrou 53.419 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas.

Entretanto, projeções indicam que um cenário muito pior pode surgir nos próximos 15 dias, com o número de casos diários chegando 1 milhão de infectados no Brasil até 23 de janeiro e 1,3 milhão até meados de fevereiro. Este seria o maior número já registrado no país, pois até o momento o recorde é de março de 2021, com 100 mil casos diários.

A previsão ainda diz que a pandemia deve seguir o mesmo padrão de 2021: aumento de infectados no Brasil em janeiro e fevereiro, com pico de contaminação em março.

Vamos repetir, como temos repetido todo ano. Não tem por que o cenário ser diferente dos outros anos e dos outros países. É impressionante que o governo não faça nada, sabendo antecipadamente o que vai acontecer.

Apesar de tudo, o número de mortes não deve crescer na mesma proporção, pois a variante Ômicron é menos agressiva e 68% da população já está imunizado com duas doses, enquanto que 78% já recebeu pelo menos uma dose e 13,4% já tem dose de reforço.

Falando em números, as estatísticas indicam que o número de óbitos diários deve ser de 313 nos próximos 15 dias, um crescimento de 12% em relação às 279 estimadas para as últimas 24 horas. Apesar disso, o registro dos estados foi de 148. A principal suspeita é que o ataque recente aos sistemas do SUS tenha gerado a subnotificação de casos e vítimas.

O sanitarista Christovam Barcelos, que é um dos coordenadores da plataforma MonitoraCovid19, da Fiocruz, ainda alerta que os problemas vão muito além do ataque hacker:

O apagão não foi só o ataque às nuvens. Está na origem, atrasando a entrada de notificações nas unidades de saúde privadas e públicas. Então mesmo que todos os sites voltem, existe ainda muito dado represado. Portanto, nas próximas semanas, veremos uma explosão de casos que pode ser falsa também, porque são números de dezembro que só foram digitados em janeiro.

Exemplos de que o número de casos de Covid-19 voltou a crescer são visíveis também na rede de saúde particular e pública, pois o governo do Ceará já suspendeu cirurgias eletivas, enquanto que a prefeitura de São Paulo já montou tendas para atender pacientes que suspeitem ter coronavírus, pois os hospitais já não conseguem fornecer atendimento adequado a todos.



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