Curiosity, rover da NASA, encontra vestgios de carbono em Marte que podem ter origem biolgica


Enquanto o rover Perseverance estuda a Cratera de Jezero em Marte, o Curiosity está na Cratera de Gale e tem se saído bem em suas pesquisas. Cientistas anunciaram que muitas das amostras de rochas em pó coletadas em Gale são ricas em um tipo de carbono, identificado pelo número 12, que na Terra está associado a processos biológicos.

Os seres vivos na Terra utilizam o menor e mais leve átomo de carbono 12 para metabolizar alimentos ou para fotossíntese, em comparação com o átomo de carbono 13 mais pesado. Portanto, uma quantidade significativamente maior de carbono 12 ao invés de carbono 13 em rochas antigas supostamente sugere uma assinatura química relacionada à vida.



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Embora a descoberta seja intrigante, ela não indica necessariamente que existiu vida em Marte. Isso porque os cientistas ainda não encontraram evidências conclusivas que sustentem uma certa assinatura biológica, mas ainda assim é um resultado digno de nota que exigirá mais investigação.

Os cientistas que analisaram os materiais coletados por Curiosity ofereceram várias explicações para os sinais incomuns de carbono 12. Em parte, as hipóteses são extraídas do que sabemos sobre traços semelhantes de carbono encontrados na Terra, mas os cientistas advertem que os dois planetas são tão diferentes que não é possível tirar conclusões definitivas fazendo comparações.









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A explicação biológica do carbono encontrado nas rochas sugere que, em tempos antigos, as bactérias na superfície de Marte poderiam ter produzido uma assinatura a partir da liberação de metano na atmosfera.

O ciclo teria então continuado com a luz ultravioleta, que converteu aquele gás em moléculas maiores e mais complexas. Tais moléculas teriam chovido na superfície e poderiam agora ser preservadas com uma assinatura de carbono distinta nas rochas marcianas.

Mas há duas outras hipóteses que oferecem explicações não-biológicas. A primeira sugere que a assinatura de carbono poderia ser o resultado da interação da luz ultravioleta com o dióxido de carbono da atmosfera marciana, produzindo de forma semelhante à origem biológica novas moléculas contendo carbono, que teriam sido depositadas na superfície.

A segunda hipótese é que o carbono pode ter sido deixado em Marte por um evento raro há centenas de milhões de anos, quando o sistema solar passou por uma nuvem molecular gigantesca rica exatamente nesse tipo de carbono detectado.

O problema é que as três explicações se encaixam bem com o carbono identificado, portanto a única maneira de descartar uma ou outra possibilidade é realizar mais pesquisas e encontrar dados adicionais.

O carbono é particularmente importante porque é a base de toda forma vital como a conhecemos. Na verdade, é graças a esse elemento que as moléculas mais complexas podem se agrupar em formas de vida, tanto básicas quanto complexas. Na Terra é mais fácil associar a presença de certos tipos de carbono com a vida, mas em Marte ainda não há nenhuma evidência da ligação com ela.



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