Coronavrus: micron a variante que sobrevive por mais tempo na pele e em superfcies plsticas


A variante Ômicron do coronavírus é a mais resistente em ambiente externo, ficando até 21 horas sobre a pele e até 193 horas (cerca de oito dias) em superfícies plásticas. No entanto, ainda não se sabe por quanto tempo o vírus tem capacidade de infectar pessoas enquanto permanece vivo fora de um hospedeiro.

Estas informações são fruto de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, no Japão, que ainda não foi revisado por pares.

Para chegar a tal conclusão, os cientistas compararam a capacidade de sobrevivência em superfícies do coronavírus original — encontrado em Wuhan, na China, no final de 2019 — e as variantes de preocupação Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron.



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24 Jan




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As amostras virais usadas no estudo foram fornecidas pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Tóquio. Os pesquisadores testaram a capacidade de sobrevivência em uma placa de poliestireno (plástico) e em pele humana (foram usadas amostras coletadas para autópsia forense).

Uma maior capacidade de sobrevivência da Ômicron poderia explicar o porquê da nova variante ter rapidamente substituído a Delta e ser mais transmissível, como sugere o médico Salmo Raskin, geneticista e diretor-médico do Laboratório Genetika, em entrevista ao jornal O Globo:

Em tese, se essas partículas encontradas em superfícies forem contaminantes, então isso pode explicar parte do processo de infecção da Ômicron. O trabalho lança uma pergunta a ser respondida, e dizem que as melhores pesquisas são aquelas que deixam perguntas em aberto para serem respondidas.

Os cientistas japoneses descobriram que a Ômicron é a que mais resiste na superfície plástica (193,5 horas), seguido pela Alfa (191,3 horas), Beta (156,6 horas), Delta (114 horas), Gama (59,3 horas), sendo que a cepa originária de Wuhan foi a que menos sobreviveu, ficando 56 horas.

A Ômicron também é a variante que consegue sobreviver por mais tempo na pele humana (21,1 horas), seguida da Alfa (19,6 horas), Beta (19,1 horas), Delta (16,8 horas), Gama (11 horas) e a originária de Wuhan (8,6 horas).

Além disso, os pesquisadores testaram a eficácia de desinfetantes à base de álcool, etanol e isopropanol contra o coronavírus. Todos foram eficazes contra o vírus, mas as variantes de preocupação foram ligeiramente mais resistentes do que a cepa original.

Na pele humana, a avaliação mostrou a inativação completa de todos os vírus com exposição a 35% de etanol em 15 segundos. Portanto, o protocolo atual de práticas de higiene das mãos de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua sendo recomendado para o controle de infecções.



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