Galaxy Watch 4 Classic: opo ideal para quem busca smartwatch com visual clssico? | Anlise


Anunciado em agosto do ano passado junto com o Buds 2 – que fizemos a review por aqui, o Galaxy Watch 4 chegou ao mercado em duas versões: normal e Classic; e agora, depois de já termos analisado a versão normal do novo relógio da Samsung, chegou a hora de vermos o que a Classic tem a nos oferecer.

Será que o valor ligeiramente mais alto justifica as diferenças? É isso que você confere a seguir na nossa análise completa.



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Em mãos, temos o Watch 4 em sua versão Classic, no tamanho de 42mm, na cor preta; que é mais discreta, mas que pode decepcionar quem busca o visual mais arrojado visto na cor prata.

O design do relógio é bastante agradável, trazendo uma caixa de aço inoxidável em formato circular com coroa giratória física, pulseira de silicone com passador duplo, tela Super AMOLED de vidro e apenas dois botões localizados na lateral direita. Todo o acabamento é muito bem feito e a impressão que fica é, sem dúvida, de muita qualidade.


Na verdade, temos um design que lembra bastante o Galaxy Watch 3, sendo a única exceção a pulseira, que não é de couro. Para os que buscam essa opção para combinar com o visual mais clássico, a Samsung comercializa a pulseira individualmente em uma versão híbrida em couro com fluoroelastômero.

No entanto, temos que reconhecer que a decisão da Samsung de abandonar o couro foi acertada.

A pulseira de silicone, junto a certificação militar ML-STD para garantir a resistência, com proteção IP68 para água e poeira, tela com vidro Gorilla Glass, e resistência a 5 ATM, garante ao usuário que ele poderá entrar na água ou fazer seus treinos de natação sem se preocupar com a integridade do relógio como um todo; algo que não seria indicado com o couro legítimo.


Ofertado em dois tamanhos nessa versão, 42 e 46mm, e em mais dois tamanhos na sua versão normal, 40 e 44mm, além do tamanho da caixa e do design levemente mais robusto, o único diferencial entre a versão Classic e a normal é quanto ao acabamento, que na versão clássica é de aço inoxidável, e a presença da coroa física, que serve para navegar entre as funções do relógio. De resto, todos os componentes internos são iguais.

Tela

Além do vidro resistente a riscos, a tela de 1.4 polegadas traz ótimas cores, mantendo o que vimos na geração anterior, e uma ótima densidade de pixels, ficando na casa dos 454 ppi – valor superior ao visto em smartphones topo de linha da própria marca.


A tela ainda traz excelentes níveis de brilho, o que facilita utilizar o relógio sob a incidência direta de luz solar, e o recurso Always On, que mantém o visor sempre ativo, aproximando o funcionamento do smartwatch ao de um relógio comum; algo que pode parecer besteira, mas aumenta a praticidade de não ter que ficar girando o braço, tocando sobre a tela ou apertando o botão para ver as horas o tempo todo.

Coroa

Aqui, o grande diferencial dessa versão. Além de contribuir para a mudança do design, dando um ar mais clássico ao smartwatch, a coroa física giratória do Galaxy Watch 4 Classic serve para navegar entre as funções do relógio.


Toda a experiência, do toque – onde é possível sentir os “tiques” da coroa girando – a responsividade no sistema, é bastante agradável. Na verdade, ela soma positivamente a experiência de navegação como um todo, já que tira os dedos da frente das informações exibidas no visor.

É possível alternar entre telas, subir ou descer menus e definir valores em um seletor, tudo através da coroa. E a sensação é de que estamos lidando com algo de excelente acabamento, uma vez que o movimento mecânico passa bastante confiabilidade.

Sistema

Mas as diferenças entre os modelos encerram, basicamente, por aqui. Apesar de contar com a coroa, quem preferir pode continuar a navegar pelos menus apenas deslizando o dedo na tela, arrastando o visor para os lados e os menus para cima e para baixo.

Os botões laterais são dedicados, primariamente, a retornar à tela inicial e a retornar ao menu anterior, mas também podem ativar o Samsung Pay e a Bixby sob um toque prolongando, ou, no caso do botão superior, abrir uma função específica configurada através do aplicativo ao ser pressionado duas vezes.


Equipado com um processador Exynos W920, 1.5 GB de memória RAM e 16 GB de armazenamento interno (que por sinal, é o dobro do visto na geração anterior), o sistema embarcado no Watch 4 Classic corre de forma fluída, sem nenhum tipo de travamento. Ele é o resultado da parceria entre Google e Samsung e é, basicamente, o WearOS, do Google, rodando sob a interface OneUI Watch 3.0, da gigante sul-coreana.

Chamado de WearOS by Samsung, o sistema não apenas substitui o famoso TYZEN – presente até as versões anteriores do relógio, como resolve de forma gratificante um dos principais problemas vistos nas implementações passadas: a integração com aplicativos de terceiros. Isso, pois conta com a Play Store, que garante aplicativos como Spotify, Google Fit, Strava, MyFitnessPal e muitos outros; todos bem otimizados para o vestível.


É possível, inclusive, baixar sua playlist preferida do Spotify no relógio, conectar seus fones Bluetooth a ele, e fazer a sua atividade física ouvindo música sem a necessidade de ter seu smartphone por perto ou uma conexão ativa de dados (apesar de uma versão do Watch 4 com LTE também estar disponível para compra).

Integrao

Mas se a parceria com o Google rendeu bons frutos de um lado, por outro ela destruiu algumas pontes. Graças a ela, o relógio não oferece mais nenhum tipo de compatibilidade com o iPhone, uma vez que o aplicativo dedicado aos wearables da Samsung presente na App Store não lista o Classic que temos em mãos.

E se esse tipo de incompatibilidade era esperado – e até justo, tendo em vista que a Apple faz o mesmo com seu relógio, assumimos que ficamos surpresos ao notar um impedimento do smartwatch em relação a aparelhos Android não Samsung.


Apesar do relógio contar com todos os sensores embarcados para fazer o registro do ECG e da pressão arterial do usuário, esses dois recursos estão disponíveis apenas para quem instalar os aplicativos correspondentes no seu smartphone. O problema é que esses apps só estão disponíveis na Galaxy Store, que é limitada a smartphones e tablets da Samsung.

Ou seja, há compatibilidade com aparelhos Android de todas as marcas, mas todos os recursos do relógio só funcionam se você também tiver um Galaxy.

Mesmo assim, até quem não tem um smartphone da Samsung poderá aproveitar a integração entre o sistema do relógio e o sistema do smartphone. Em uma navegação no Google Maps ou uma reprodução de música, por exemplo, o relógio oferecerá a navegação passo a passo e os controles de reprodução na sua própria tela, sem necessidade do usuário requisitar.

Além disso, pode permitir controlar recursos de outros produtos da marca, como um Galaxy Buds, controlando o ANC dos fones.

Galaxy Wearable

Mas tirando esses pontos de lado, o Galaxy Wearable – que é compatível com qualquer versão do Android superior a Marshmallow (6.0) – permite a configuração completa do Watch 4 Classic, possibilitando o ajuste de praticamente todos os recursos e o acompanhamento de bateria e conteúdo armazenado, além de trazer uma loja gigantesca de watchfaces; sendo muitas dessas completamente personalizáveis.

Galaxy Wearable (Samsung Gear)

Desenvolvedor: Samsung Eletronics Co.

Grátis

Tamanho: 4,2 MB

Sensor BioActive

E se o ECG e a pressão arterial ficaram de fora para dispositivos não Galaxy, todos os outros recursos continuam disponíveis. Uma vez pareado, o relógio é capaz de realizar todas as medições que estamos acostumados a ver em outros vestíveis do mesmo tipo, registrando os dados de sono (incluindo roncos), os níveis de estresse, os passos e os batimentos cardíacos do usuário. Mas o Watch 4 não para por aí!

Graças ao novo sensor BioActive, o relógio traz a possibilidade de o usuário checar a sua bioimpedância, acompanhando de perto o progresso do seu condicionamento físico. O recurso informa na tela do próprio dispositivo a porcentagem de gordura corporal, a massa muscular, o IMC e até a porcentagem de água no corpo, além da Taxa de Metabolismo Basal (TMB); algo que até então só tínhamos visto na versão normal do próprio Watch 4!


Sob a promessa de entregar os mesmos dados vistos em uma balança de impedância, toda a medição pode ser realizada de maneira bem simples. Uma vez ativado, o relógio pedirá que o usuário encoste os dedos médio e anelar nos dois botões laterais, mas sem encostar as duas mãos. A partir daí, durante 15 segundos, 2400 medições serão realizadas através dos sensores embutidos, entregando os dados citados.

É claro que tudo isso é bastante impressionante, mas é válido ressaltar que as informações recolhidas não substituem equipamentos médicos especializados (o que era de se esperar). De qualquer forma, servem como um ótimo entretenimento para quem gosta de acompanhar sua evolução física de perto e, mais que isso, como um alerta para quem precisa ir ao médico.

Registro de atividades

Mas o acompanhamento físico não para por aí! Além dos sensores embarcados dedicados às medições, o Galaxy Watch 4 Classic também traz um conjunto de mais de 80 modalidades de atividades físicas para acompanhamento.


Através do Samsung Health, o usuário poderá incluir ao menu de atividades do relógio modalidades como arco e flecha, badminton, balé, vela, burpee e muitas outras; além das já rotineiras caminhada, corrida ao ar livre, ciclismo e natação, todas elas acompanhadas do GPS interno independente.

Porém, apesar do número enorme de modalidades disponíveis, notamos que não há uma captura detalhada dos dados de todas as atividades disponíveis. Após pular corda, por exemplo, você não será capaz de ver a quantidade de pulos dados ou o número de recomeços, ficando limitado a acompanhar o tempo que a atividade durou e a frequência cardíaca.

Bateria

Mas com tantos recursos, quem sofre é a bateria; e nos testes que realizamos, a versão Classic se saiu de forma bastante parecida com a normal.

Isso é, depois de demorar pouco menos de 2 horas para ir de 0 a 100%, o Watch 4 Classic foi capaz de ficar cerca de 36 horas longe do carregador. Isso, levando em consideração que a tela permaneceu ativa durante todo o tempo com o Always On e que o modo de economia de bateria entrou em ação por volta dos 20% de carga restante.


Claro que ter mais autonomia seria algo positivo, ainda mais quando vemos tantos vestíveis por aí com promessas de atingir a marca de 1 semana ou, no mais extremo, 1 mês longe do carregador. No entanto, é preciso analisar se esses dispositivos possuem a mesma quantidade de funções que o smartwatch da Samsung e, mais que isso, se possuem a mesma capacidade de processamento.

Aqui, ainda é válido ressaltar que a Samsung oferece o kit completo de carregamento na caixa, trazendo não apenas a base para realizar a carga, mas também o adaptador de energia para encaixar na parede.

Além disso, o smartwatch também pode carregar sem fios através de dispositivos compatíveis, como os smartphones da marca com carregamento reverso ou bases de carregamento mais modernas, a exemplo do Samsung Wireless Charger Duo.

Vale a pena?

Apesar disso não ser um comparativo, é muito difícil olhar pro Watch 4 Classic e não lembrar da versão normal; e na verdade, esse pode ser o ponto chave para definir se o relógio da Samsung vale a pena ou não para você.

Em pratos limpos, a única diferença entre os modelos é o design mais robusto e a coroa física, que fica reservada ao Classic. Independente da sua escolha, você terá no pulso um dos conjuntos mais completos no mundo dos vestíveis Android, já que além de trazer tudo o que já estamos acostumados a ver em relógios de outras marcas, temos a excelente adição do sensor BioActive, que eleva os níveis de acompanhamento corporal para outro patamar.


Mas as versões não compartilham apenas pontos positivos. Assim como a normal, o Watch 4 Classic também tem uma integração “quebrada” com dispositivos não Galaxy, deixando de fora o ECG e a pressão arterial; ponto negativo para quem tem um smartphone Android de outra marca e busca um smartwatch com essas funções.

Anunciado no mercado nacional por R$ 2799 em meados de setembro do ano passado, o Galaxy Watch 4 Classic já pode ser encontrado nas grandes varejistas por valores que rondam a casa dos R$ 1800. Um bom desconto, certo? Certo, mas é você que tem que dizer se vale a pena.

Isso, pois enquanto a versão com coroa física sai por esse valor, a versão normal está quase R$ 500 mais barata e essa diferença somada a similaridade nos recursos, sem dúvida, levanta algumas dúvidas quanto ao custo-benefício do Watch 4 Classic.

Logo, se você faz questão do visual mais clássico dessa versão aqui, não tem para onde correr: vai de Classic, mas se o design mais minimalista do Watch 4 normal já te agrada e a coroa física é algo dispensável para você, a versão de visual mais simples com certeza irá te satisfazer.


No mercado brasileiro, por esse valor e com esses recursos, o maior concorrente do Galaxy Watch 4 Classic é a sua versão normal. Isso, pois apesar do Garmin VivoActive 4 ser apenas R$ 100 mais caro e ter uma bateria consideravelmente melhor, ele peca na ausência de funcionalidades importantes para quem quer ter não apenas um monitor de atividades, mas sim um smartwatch completo no pulso.

Pontos fortes e fracos

Com isso, como já é de costume, separamos nos cartões abaixo os melhores preços para o smartwach da gigante sul-coreana, com os melhores descontos! Mas e você, o que achou da versão mais clássica do relógio da Samsung? Conta para a gente aqui nos comentários!



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